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segunda-feira, 4 de maio de 2026

TEMPO DA ALMA.



 
 
A verdadeira essência

I – A inquietação
Já de nada vale a inquietação
Tudo tem um início e um fim
Os dias não começam nem acabam hoje
Nem o sol, nem o crepúsculo.

II – Os sonhos
Os sonhos são indomáveis
Perde-te no bailado que as sombras te oferecem para que à noite assistas tranquilamente ao embalar das palavras no colo da lua.
As tuas mãos perfumadas de alecrim, parecem adormecer sobre a noite
Inertes, acariciam as palavras que descansam no acolchoado das nuvens.

III – O silêncio
Não fales…!
Silencia o momento… sente a fragilidade dos ventos
Das névoas
Das esperanças
Dos silêncios que as noites e os dias guardam dentro de ti. Há momentos na vida, só para escutar…

IV – O tempo
Os ramos das árvores soltam sussurros nos braços dos ventos onde as memórias escrevem recordações em vales banhados pelos néctares das primaveras.
Nas leiras do tempo escoam-se vidas
Entre o tempo que dura o cair das folhas dos plátanos
Repartido entre manhãs e noites e pouco mais…

V – Sorrisos, lágrimas
Guardamos, sabe-se lá onde, sorrisos largos, tão grandes que por vezes não cabem nos olhos que iluminam a trilha dentro de nós.
Mas também aprendemos a sentir o rolar das lágrimas, pelas pestanas dos rios dos nossos olhos, sem revolta… porque à nossa frente cantam rouxinóis que desafiam a nossa coragem e assim, a força prevalece.

VI - Tão frágil a vida
E nós, todos nós… feitos de nada quando uma brisa mais forte sopra…
E assim corre o tempo no rio da vida,
Sóis de amor, de saudade
De luta, de desfrute
De dor, de alegria
Ilusões, vitórias, derrotas…

VII - E assim se julga viver
Quando nos é permitido olhar o azul intocável do céu
Sentir o cheiro envolvente do mar
Ou contemplar o simples voo duma gaivota...
Meigo é o silêncio que nos revela a verdade de nada sermos, nos adiamentos, nos sonhos, nas vozes que guardamos em surdina dentro de nós.

VIII – A simplicidade
Mas no lar da simplicidade
Semeiam-se nenúfares na íris da vida
Pinta-se de cores o breu da noite
Inala-se demoradamente o perfume das flores campestres.
É lá que habitam as memórias… permanecem mesmo depois do fim
Escrevem-se no respirar do tempo
Nos cantos dos pássaros
Nos risos das crianças
Nas paredes brancas das casas humildes
No cheiro das madeiras…

IX – A lareira do sonhar
Ouves o crepitar do silêncio na lareira do sonhar?
Está reservado aos nobres de espírito. Sei-te um deles!
Vai! Procura o cheiro do rosmaninho nas montanhas, mesmo que tenhas que inventar asas e sobrevoar o teu tempo.
Vai! No lugar mais recôndito, encontrarás o que procuras… não estarás só, os olhos dos pássaros dar-te-ão a visão necessária para que possas encontrar a tua verdadeira essência.

Cecília Vilas Boas
TEMPO DA ALMA, Chiado Editora, 2014.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

O DRAMA E O LÍRICO.




Viver é conquistar, ter experiências, cultura, amigos, um grande amor; viver também é perder, diminuir a destreza muscular, o reconhecimento social, a vitalidade social. Viver é encantar com os outros e ter expectativas correspondidas; viver também é se desencantar e ter expectativas esfaceladas. 
O drama e o lírico sempre nos acompanham.



(Extraído do livro 'O Código da Inteligência', de Augusto Cury).


terça-feira, 21 de abril de 2026

NUNCA ESTAMOS SOZINHOS.

 

 

"Às vezes precisamos de um tempo, precisamos silenciar, começar de novo.

Outras vezes precisamos olhar para os fragmentos do nosso coração e manter a nossa fé.

Tantas vezes precisamos despertar em meio aos obstáculos da vida e continuar sendo forte, porque se não lutarmos por nós mesmos ninguém fará isso por nós.  Se não amarmos a nós mesmos da forma que merecemos nos sentir amados, ninguém fará isso por nós. E se não cuidarmos do nosso coração caímos no abismo das nossas emoções; se não nos colocarmos como prioridade nossa própria felicidade acaba se perdendo pelo caminho. 

Certo é que nunca estamos sozinhos neste plano, apesar das lágrimas, das dificuldades, dos momentos de solidão, das incertezas e dos medos, dos receios e frustrações, de toda a nossa imensidão em ser quem somos. Continuamos acreditando que em algum lugar nosso Criador continua guiando os nossos passos. E todas as coisas que acontecem na nossa vida, acontecem exatamente como tem que ser. Seja paz ou caos, é sempre uma nova lição que o tempo nos traz e que precisamos aprender."

(Keli Talini)


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