Bloqueador de Selecao

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

SER FLEXÍVEL.



Há muitos anos, na Tailândia, um grande mestre budista ensinava a sobrevivência emocional com um exemplo bem simples. 

“SEJA COMO O BAMBU”, dizia ele. 
É resistente por fora e macio por dentro. Suas raízes prendem-se com firmeza ao solo e se misturam livremente uma as outras para adquirir força e apoio mútuo. 

O caule balança ao sabor do vento e se curva sem oferecer resistência. O que é flexível e se curva é bem mais difícil de se quebrar

As vezes, é melhor lidarmos com as frustrações e as pressões cedendo a elas, sem lhes oferecer firme oposição sempre que ocorrerem. 

As coisas não costumam ser totalmente boas, nem totalmente más, nem costumam estar absolutamente certas ou erradas.
A vida e as pessoas não são tão simples assim

As respostas e as soluções que buscamos costumam encontrar algum lugar entre os opostos. Quando insistimos em olhar o mundo ora só preto, ora só branco, mais nos afastamos da compreensão, mais nos isolamos da verdade. 

CEDER não significa DESISTIR, se ENFRAQUECER...assim como ser FLEXÍVEL, não é sinal de falta de CONVICÇÃO nas suas ideias ou falta de CORAGEM.  Muito pelo contrário, é sinal de FORÇA e SABEDORIA

Quase sempre, ao nos dispormos a ceder um pouco, ganhamos muito mais do que podemos imaginar! 


(Léo Buscaglia)


quarta-feira, 29 de julho de 2026

O PERFUME DO AMOR.

 


Certa feita, a menina, maravilhada com os frascos de perfume da mãe sobre a bancada, se admirava com aquelas diferentes formas e cheiros. Experimentava um e outro, reconhecendo sua mãe em cada um deles.
A cada essência, ela embarcava em uma viagem de lembranças e sonhos, brincando com cada nova experiência olfativa. Foi embalada pela imaginação que ela surpreendeu a mãe com uma pergunta, dessas que os adultos preferem classificar de ingênuas, quando, na verdade, de tão profundas nos atordoam.
Mãe, qual será o perfume do amor?
A mãe aturdida, ficou a se questionar: Afinal, terá o amor a sua essência?
Enquanto a indústria de perfumes gasta milhões no desenvolvimento de novas fragrâncias, buscando essa ou aquela nota diferente para compor novos aromas, a fim de agradar aos consumidores, há que se perguntar: Será que conseguimos sintetizar o perfume do amor?
Quando nos lembramos do cheiro da comida gostosa com que a avó nos esperava nos finais de semana, ou nos dias de férias na sua casa, não será essa a fragrância do amor?
Ou quando a mãe aninha o filho ao colo, para curar-lhe as dores do mundo, seja um arranhão no joelho ou o medo de dormir no escuro, não estará ela perfumada e perfumando com seu amor?
Quando tantos saem de suas casas nas horas vagas, com a intenção de ir aos asilos brincar com crianças em orfanatos, visitar o desconhecido sozinho em um hospital, não estarão eles exalando o mesmo perfume, o perfume do amor?
A essência mais rara, mais nobre é aquela que todos nós conseguimos sintetizar no laboratório do coração. Não há ninguém que não consiga vestir-se com o perfume do amor, a fim de perfumar a vida.
Todas as vezes que saímos do casulo do nosso egoísmo ou das preocupações unicamente pessoais, estamos nos impregnando com essa rara essência.
E o perfume do amor é tão sutil quanto marcante. Ao mesmo tempo que não percebemos quando ele nos chega, ao nos deixarmos impregnar por sua essência, nunca mais esqueceremos a lembrança e as marcas que nos deixa na alma.
A essência do amor tem a magia de não nos perfumar externamente, para logo no próximo banho nos deixar.
O amor, ao nos contagiar, perfuma-nos a alma e, enquanto estivermos por ele impregnados, iremos perfumando os caminhos que percorrermos.
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Experimente deixar-se inundar pelo perfume do amor. Permita que ele penetre a intimidade de sua alma, experienciando uma das maiores venturas da vida, a de amar indistintamente, somente pelo prazer de perfumar a vida de outrem.
E não se engane. Não lhe faltam oportunidades. Onde você estiver, a vida sempre lhe oferece a chance de sair do seu mundo, para, estendendo a mão ao próximo, conseguir perfumar-se pelo amor.

***(Redação Momento Espírita)
                                                              

domingo, 19 de julho de 2026

CADA UM TEM SEUS PRÓPRIOS FANTASMAS.

 

                                                                        (-Mar-Ka art)

Cada um tem os seus próprios fantasmas.

E precisa carregar os seus medos, junto às suas experiências do passado: arrependimentos, traumas, frustrações e desenganos; prantos doloridos, por sonhos mortos e enterrados.

Estes são os fantasmas que enregelam as vossas noites e nublam os vossos horizontes, turvando o vosso futuro. E, como fazeis aos verdadeiros fantasmas, tentais fingir que não existem, até que saem dos cantos escuros da vossa mente, onde buscastes enterrá-los. Então, agitam as suas correntes e gemem as suas agonias, assombrando o castelo das vossas esperanças.
Acostumai-vos aos vossos fantasmas. Porque muito melhor é saberdes que existem e onde se escondem, do que permitirdes que vos surpreendam quando mais vulneráveis estiverdes.    

De nada adianta, acreditai-me, a vossa tentativa de ignorá-los. Melhor fareis em enfrenta-los à luz do dia, para que não vos apavorem durante a noite, quando mais assustadores se tornam.

Assim, eu vos tenho dito. Porque, como não é sensato varrer o lixo para ocultá-lo sob o tapete, tampouco vos valerá esconder algo que vos assusta ou magoa e continuará a existir em vós.

O avestruz da lenda, que escondesse a cabeça na areia quando ameaçado se sentisse, não lograria com esse gesto afastar-se do perigo; tornar-se-ia, sim, presa fácil para os predadores.

A nada deveis temer tanto, quanto ao próprio medo. Pois não atravessareis as pontes, enquanto vos assustarem os abismos; e não construireis um futuro feliz, enquanto temerdes o passado.

Encarai, portanto, os vossos fantasmas. Lembrai-vos de que, por mais assustadores que vos pareçam, como as brumas da noite se esvanecerão à luz do Universo que brilha em vós.

E ao vencê-los, conquistareis a vossa liberdade. Porque ninguém pode ser verdadeiramente livre enquanto permanece refém de suas angústias e dos temores que lhe acorrentam a alma.

Em verdade, nenhum homem existe que caminhe sobre a terra e não leve às costas os seus medos. E a coragem não é a ausência do medo, mas a força para vencê-lo e seguir em frente.

Pois, na maioria das coisas que encontrareis em vossos caminhos, a sabedoria está no meio, nunca nos extremos. E o medo que vos preserva é o mesmo que pode deter os vossos passos.

Do esforço do combate, nasce a alegria da vitória. Enfrentai os vossos fantasmas e vencereis o medo; superai as vossas culpas e os vossos traumas, e encontrareis a paz que tanto buscais.

E existe em vosso verdadeiro Eu. 

(Extraído do blog do amigo Árabe-"O Árabe")

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