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terça-feira, 19 de maio de 2026

A ETERNIDADE É FEITA DE MINUTOS.




Um minuto serve para você sorrir:
Sorrir para o outro, para você e para a vida.
Um minuto serve para você ver o caminho,
olhar a flor, sentir o cheiro da flor,
sentir a grama molhada,
notar a transparência da água.

Basta um minuto para você avaliar a imensidão
do infinito, mesmo sem poder entendê-lo.
Em um minuto apenas você ouve o som
dos pássaros que não voltam mais.

Um minuto serve para você ouvir o silêncio,
ou começar uma canção.
É num minuto que você dará o sim
que modificará sua vida... e basta.

Basta um minuto para você apertar a mão
de alguém e conquistar um novo amigo.
Em um minuto você pode sentir
a responsabilidade pesar em seus ombros:
a tristeza da derrota,
a amargura da incerteza,
o gelo da solidão,
a ansiedade da espera,
a marca da decepção
e a alegria da vitória...
Quanta vitória se decide num simples momento,
num simples minuto!

Num minuto você pode amar,
buscar, compartilhar, perdoar,
esperar, crer, vencer e ser...
Num simples minuto você pode salvar a sua vida...
Num pequeno minuto você pode incentivar
alguém ou desanimá-lo.

Basta um minuto para você recomeçar
a reconstrução de um lar ou de uma vida.
Basta um minuto de atenção para
você fazer feliz um filho,
um aluno, um professor, um semelhante...

Basta um minuto para você entender
que a eternidade é feita de minutos.

(desc. autor)


(Publicado pela redação do Momento Espírita).

segunda-feira, 11 de maio de 2026

O QUE É VERDADEIRAMENTE LINDO.




segunda-feira, 4 de maio de 2026

TEMPO DA ALMA.



 
 
A verdadeira essência

I – A inquietação
Já de nada vale a inquietação
Tudo tem um início e um fim
Os dias não começam nem acabam hoje
Nem o sol, nem o crepúsculo.

II – Os sonhos
Os sonhos são indomáveis
Perde-te no bailado que as sombras te oferecem para que à noite assistas tranquilamente ao embalar das palavras no colo da lua.
As tuas mãos perfumadas de alecrim, parecem adormecer sobre a noite
Inertes, acariciam as palavras que descansam no acolchoado das nuvens.

III – O silêncio
Não fales…!
Silencia o momento… sente a fragilidade dos ventos
Das névoas
Das esperanças
Dos silêncios que as noites e os dias guardam dentro de ti. Há momentos na vida, só para escutar…

IV – O tempo
Os ramos das árvores soltam sussurros nos braços dos ventos onde as memórias escrevem recordações em vales banhados pelos néctares das primaveras.
Nas leiras do tempo escoam-se vidas
Entre o tempo que dura o cair das folhas dos plátanos
Repartido entre manhãs e noites e pouco mais…

V – Sorrisos, lágrimas
Guardamos, sabe-se lá onde, sorrisos largos, tão grandes que por vezes não cabem nos olhos que iluminam a trilha dentro de nós.
Mas também aprendemos a sentir o rolar das lágrimas, pelas pestanas dos rios dos nossos olhos, sem revolta… porque à nossa frente cantam rouxinóis que desafiam a nossa coragem e assim, a força prevalece.

VI - Tão frágil a vida
E nós, todos nós… feitos de nada quando uma brisa mais forte sopra…
E assim corre o tempo no rio da vida,
Sóis de amor, de saudade
De luta, de desfrute
De dor, de alegria
Ilusões, vitórias, derrotas…

VII - E assim se julga viver
Quando nos é permitido olhar o azul intocável do céu
Sentir o cheiro envolvente do mar
Ou contemplar o simples voo duma gaivota...
Meigo é o silêncio que nos revela a verdade de nada sermos, nos adiamentos, nos sonhos, nas vozes que guardamos em surdina dentro de nós.

VIII – A simplicidade
Mas no lar da simplicidade
Semeiam-se nenúfares na íris da vida
Pinta-se de cores o breu da noite
Inala-se demoradamente o perfume das flores campestres.
É lá que habitam as memórias… permanecem mesmo depois do fim
Escrevem-se no respirar do tempo
Nos cantos dos pássaros
Nos risos das crianças
Nas paredes brancas das casas humildes
No cheiro das madeiras…

IX – A lareira do sonhar
Ouves o crepitar do silêncio na lareira do sonhar?
Está reservado aos nobres de espírito. Sei-te um deles!
Vai! Procura o cheiro do rosmaninho nas montanhas, mesmo que tenhas que inventar asas e sobrevoar o teu tempo.
Vai! No lugar mais recôndito, encontrarás o que procuras… não estarás só, os olhos dos pássaros dar-te-ão a visão necessária para que possas encontrar a tua verdadeira essência.

Cecília Vilas Boas
TEMPO DA ALMA, Chiado Editora, 2014.

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