Bloqueador de Selecao

domingo, 24 de outubro de 2021

COMO NASCEM AS DOENÇAS.



Engole o choro!

Engole sapo!

Cala a boca.

Cala o peito...


Mas o corpo fala, e como fala!

Fala a ponta dos dedos batendo na mesa.

Falam os pés inquietos na cama.

Fala a dor de cabeça.

Fala a gastrite, o refluxo, a ansiedade.

Fala o  nó na garganta atravessado.

Fala a angústia, fala a ruga na testa.

Fala a insônia, o sono demasiado.


Você se cala, mas o falatório interno começa.

As pessoas adoecem porque cultivam e guardam as coisas não digeridas dentro de seus corações.

Expressar-se tranquiliza a dor.

Dor não é para sentir para sempre.

Dor é virgula. Então faz uma carta, um poema, um livro.

Canta uma música. Pega as sapatilhas, sapateia.

Faz piada, faz texto , faz quadro, faz encontro com amigos, nem que seja virtual.

Faz corrida no parque.

Fala pro seu analista, fala para Deus... Se pinta de artista, de palhaço.

Conversa sozinho, papeia com seu cachorro, solta um grito pro céu, mas não se cale! Pois "se você engolir tudo que sente, no final, você se afoga!"


CORAÇÃO NÃO É GAVETA!

O corpo fala!


(Ruth Borges)


domingo, 17 de outubro de 2021

NEM SEMPRE CONSEGUIMOS VER A DOR DO OUTRO...

 


Visitem esta página do instagram - @humanize_se. Contém lindas e importantes reflexões.



domingo, 10 de outubro de 2021

QUE AS LÁGRIMAS NÃO NOS IMPEÇAM...

 


Que as lágrimas não nos impeçam de nos lembrar que uma pessoa que chega na nossa vida é um presente que nos foi ofertado.

          Há presentes assim valiosos que não duram muito, quando nossos corações desejariam que durassem eternamente e ignoramos  por que eles se vão quando a vida parece apenas começar.  

 Mas se nos perdermos nesse mundo de questões sem respostas, a dor será muito maior que as lembranças de tudo o que a vida nos permitiu juntos enquanto durou a caminhada na terra.

Se tivéssemos que voltar atrás, teríamos preferido não ter encontrado, não ter conhecido, somente porque não pudemos guardá-lo no nosso seio mais tempo?

Não...

O vento passa, mas nos refresca; a chuva vem e vai, mas sacia a terra. O importante mesmo não é a quantidade de tempo que as coisas ou pessoas duram, mas a riqueza que elas trazem à nossa alma, o amor que nos permitimos dar e o que aceitamos receber.

As dores das partidas definitivas são indizíveis, indefiníveis, mas que elas nunca nos impeçam de nos lembrar da vida compartilhada.

Que as lágrimas não nos impeçam de sorrir novamente um dia quando a dor for mais amena e as lembranças felizes começarem a voltar, como as flores no jardim de cada primavera.

A eternidade existe para que esperemos por ela, para que tenhamos o consolo de saber que um dia, se Deus-Pai permitir, Ele que nos ama de amor infinito, poderemos novamente nos encontrar.


(Letícia Thompson)


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