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domingo, 12 de julho de 2026

AMIGOS SÃO ESTRADAS...

 


Certos amigos são indispensáveis, simples
como aquela estradinha de terra no interior,
onde do alto da colina podemos avistá-la inteirinha,
sabemos onde podemos ir e onde podemos chegar,
são transparentes e confiáveis.

Outros, acabaram de chegar,
como estradas que só conhecemos pelo Guia,
e vamos nos aventurando sem saber muito bem seus limites,
é um caminho desconhecido,
mas que sempre vale a pena trilhar.

Tem amigos que lembram aquelas estradas vicinais,
que pouco usamos, pouco vemos,
mas sabemos que quando precisarmos, ela estará lá,
poderemos passar e cortar caminho,
mesmo distante, estão sempre em nossa memória.

Por certo, também existem amigos que, infelizmente,
lembram aquelas estradas maravilhosas,
com pistas largas e asfalto sempre novo,
mas que enganam o motorista,
pois são cheias de curvas perigosas,
e quando você menos espera...
é traído pela confiança excessiva.

E existem amigos que são como aquelas estradas
que desapareceram, não existem mais,
mas que sempre ligam a nossa emoção até a saudade,
saudade de uma paisagem, um pedaço daquela estrada,
que deixou marcas profundas em nosso coração.
Foram, mas ficaram impregnados em nossa alma.

E na viagem da vida, que pode ser longa ou curta,
amigos são mais do que estradas,
são placas que indicam a direção,
e naqueles momentos em que mais precisamos,
por vezes são o nosso próprio chão.


(Paulo Roberto Gaefke)


domingo, 5 de julho de 2026

VAIDADE, SEGUNDO PALAVRAS DE ZÍBIA GASPARETTO.

 

"A vaidade faz crer que você sabe a melhor solução para os problemas dos outros.
A sabedoria da vida tenta mostrar-lhe o relativismo do seu julgamento,
trabalhando sua inteligência de várias formas, mas se você desiste,
apegado aos próprios conceitos,
ela coloca em sua vida uma situação igual à que você criticou, para que ,
sentindo na própria pele,
você possa compreender esse relativismo
e aprenda a respeitar a privacidade dos outros."

(Zíbia Gasparetto)

 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

DE TANTO VER, A GENTE BANALIZA O OLHAR.

 


De tanto ver, a gente banaliza o olhar;
Vê...não vendo.
Experimente ver, pela primeira vez, o que você vê todo dia, sem ver.
Parece fácil, mas não é;
O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade.
O campo visual da nossa retina é como um vazio.
Você sai todos os dias pela mesma porta...
Se alguém lhe perguntar o que vê no caminho, você não sabe.
O hábito suja os olhos e baixa a voltagem.
Mas há sempre o que ver: gente, coisas, bichos.
E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que um adulto não vê.
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.
O poeta é capaz  de ver pela primeira vez, o que, de tão visto, ninguém vê.
Há pai que raramente vê o próprio filho.
Marido que nunca viu a própria esposa.
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. ...
É por aí que se instala o "monstro da indiferença".

(Groucho Marx)


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