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domingo, 26 de agosto de 2018

HÁBITOS AUTODESTRUTIVOS.



Tudo o que repetimos inúmeras vezes, com o tempo, pode ser entendido pelo cérebro como verdade. Somos responsáveis pelas coisas que repetimos. A forma como falamos e pensamos e as coisas que fazemos afetam drasticamente a nossa vida. 
Segue uma lista de hábitos autodestrutivos que você deve se esforçar para deixar de fazer ainda hoje.

1- Culpar outras pessoas pela sua infelicidade.Ninguém está aqui para dizer que pessoas não te fizeram mal, mas a maneira como você segue e se reconstrói após situações ruins é o que definirá o seu futuro. É aquela velha história: não podemos mudar o que aconteceu, mas podemos mudar o nossos olhar com relação ao que aconteceu. Também é importante lembrar que perdoar não é ficar junto, perdoar é voltar a ser feliz e seguir em frente. Procure ajuda, faça terapia, mas não pare no tempo em que foi ferido (a). O caminho é para frente.
2- Repetir frases que te depreciam e generalizá-las:
Sou um completo fracassado;
Nunca vou dar certo na vida mesmo;
Nenhum namorado meu presta;
Tudo acontece comigo;
Todas são mais bonitas do que eu.
Perceba que, no uso dessas frases, além do conteúdo negativo, existem palavras que generalizam o comportamento: sempre, nunca, completo, todas, nenhum. Essas são palavras perigosas porque dizem ao seu cérebro que você não tem outra alternativa a não ser permanecer um fracasso, infeliz, solteiro e azarado (entre outras coisas). Preste muita atenção nessas frases e pare hoje mesmo de usá-las.
3- Buscar a perfeição.
Deixe a perfeição idealizada em seu lugar dentro da filosofia de Platão. Na maioria das vezes, perdemos tempo demais em busca do inatingível, mas a única coisa que essa busca indica é o nosso medo de errar e de não sermos aceitos. Lembre-se de que “feito é melhor que perfeito” e diferencie em sua vida quais são realmente os aspectos que exigem maior esmero. 
4- Procrastinar.
Todas as vezes que postergamos a resolução de um assunto ou a execução de uma tarefa importante, criamos mais uma problemática que é a culpa por não ter feito o que devia ter sido feito. Lembre-se daquele sábio conselho de mãe: “faça primeiro o que gosta menos, aí você já fica livre para fazer o que quiser.” À princípio, o conforto de fazer o que se gosta mais é muito atraente, mas a sua paz posterior valerá a pena.
5- Não ter palavra.
Não seja ingênuo de pensar que você não depende das pessoas. Não seja bobo de acreditar que seu crédito com quem gosta de você é eterno. As relações são baseadas na troca e no cuidado mútuo. Quem não tem palavra não é indicado. Quem não tem palavra não é respeitado. Se você disse que faria algo, faça. Se não puder fazer, ofereça uma excelente (e verdadeira) justificativa. Agora, se você não pode fazer, aprenda a dizer não!
6- Sempre priorizar outras pessoas.
No tópico anterior mencionei o “Aprender a dizer não” , pois ele é o  principal problema de quem tem medo de não ser amado e deixa de priorizar a si mesmo para priorizar as coisas do outro. Ser “bonzinho” demais também é uma atitude autodestrutiva se esse “bonzinho” envolver o sacrifício de si mesmo.
7- Mendigar afeto.
Amor e afeto são coisas que não se vende, não se compra e muito menos se mendiga. Se você os está mendigando existe algo errado com você (ou com a outra pessoa) e é bom cuidar disso o mais rápido possível.
8- Não perceber seus próprios valores.
O ser humano é um “bichinho esquisito” que sempre prioriza o que não tem em detrimento do que tem, logo, pode ter uma lista imensa de qualidades e passar a vida sem percebê-las ou valorizá-las.
9- Mudar de humor como quem muda de camisa.
Todo mundo têm oscilações de humor e, para que elas sejam consideradas normais, elas devem ser consequência de acontecimentos que afetam o momento da pessoa (uma notícia ruim, um maltrato, um atraso, etc.). É importante, porém, dar atenção a dois aspectos: 1-se o seu humor muda com frequência sem motivo aparente, isso pode estar relacionado a um transtorno de humor e você pode precisar de ajuda médica. 2- se você tem mudanças de humor e perde o dia por causa de um acontecimento e não consegue se reequilibrar durante horas, também é indicativo de que precisa de ajuda de um profissional da saúde mental.

10- Vitimismo e autopiedade.
As vítimas chamam a atenção das pessoas justamente por suas mazelas. São aquelas que os outros olham e chamam de “coitadinhas”. Entretanto, toda vitima recebe uma atenção derivada da sua desgraça e o perigo consiste na pessoa aprender a sobreviver baseada apenas nos ganhos secundários da atenção que recebe por ser um (a) sofredor (a). Todos têm o direito de sofrer e vivenciar as suas dores e lutos pessoais, mas é preciso cuidado para que a dor não se torne a principal marca de sua identidade.
11- Comprar mais coisas do que precisa.
"Todo excesso revela uma falta". Comprar demais indica uma tentativa de preenchimento de outros aspectos da vida que talvez não estejam tão bem e precisam de cuidado emocional. Outro problema de excesso de compras são as dívidas, pois normalmente quem gasta demais gasta mais do que tem.

12- Medo da Mudança.

Quanto maiores são a segurança e a estabilidade, menor é a liberdade. Liberdade envolve abrir-se para o novo, ousar, arriscar e sair da zona de conforto. Muitas pessoas passam suas vidas presas a coisas, pessoas e lugares porque têm muito medo da mudança. Quem não muda, paralisa. Quem paralisa, atrofia em vida, sonhos e criatividade. O medo da mudança talvez seja o “hábito” mais danoso que alguém pode carregar consigo.


(Por Josie Conti).


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