Bloqueador de Selecao

domingo, 10 de agosto de 2014

A VIDA.



Eis que a Vida, sábia professora,
nem sempre tão alegre e nem tão sutil,
vem com uma dura lição,
que nos faz perder o chão,
é o amor que nos magoa,
a morte que nos leva alguém,
a doença que nos incapacita,
a fé que não move nem areia,
que dirá montanhas…
Então sofremos, não cremos.
Choramos, não nos consolamos.
Lamentamos, não nos aceitamos.
Ficamos cegos, blindados em nossas crenças.
Até que um dia, trocamos a dor pelo amor,
o medo pela sede de aprender,
a descrença pela fé racional,
então, já não esperamos mais,
nos tornamos senhores do nosso destino,
deixamos de ser vítimas, largamos o menino,
crescemos e nos tornamos realizadores.
Os vencedores se formam assim,
na certeza de que nenhuma dor é maior
que a nossa capacidade de lutar.
Que tudo pode ser transformado,
que nenhum sonho é impossível,
até que seja tentado e testado muitas vezes.
E é assim que vencemos até a morte,
perpetuando nossa lembrança, que é muito forte,
na eternidade do tempo, que no fundo, no fundo,
é uma eterna criança, perdida no mundo.


Não se abata, nem se deixe desanimar.
Ainda há nas mãos, dedos e força,
capazes de transformar, desde que você ouça
o conselho que o próprio tempo vem lhe dar:
- Nunca deixe de lutar!

Texto : Paulo Roberto Gaefke


Imagem: Alex Yatskevich


segunda-feira, 21 de julho de 2014

ENFRENTANDO O LUTO.




Como a vida é delicada, frágil!... Os segundos que se substituem não se repetem e o instante que vem pode transformar toda uma história em pedaços de lágrimas, onde o chão parece desaparecer sob os pés e o coração fica tão dolorido que parece que nunca vai encontrar remédio para curar-se.
Ninguém gosta de falar sobre perdas, alguns evitam até  pensar, mas todos temos que, um dia ou outro, enfrentar.
Quando pensamos na vida, não queremos pensar nas possibilidades das perdas, que nos fazem sofrer antecipada e inutilmente.
Mas se a vida é um caminho onde subimos e descemos, é também um campo onde plantamos, colhemos e onde  certas flores são carregadas tão repentinamente que nos pegam desprevenidos.  E quando isso acontece, que fazer mais que abraçar a dor e esperar que os dias seguintes nos façam acordar desse pesadelo?
Viver o luto é aceitar a dor e a partida e aprender a continuar a viver. Talvez seja justamente isso o mais difícil: viver depois, reencontrar a alegria, o gosto, reaprender a olhar o belo e desejá-lo.
Algumas pessoas desenvolvem um sentimento de culpabilidade em aceitar novamente o presente da vida, o sorriso e o recomeçar. Elas sentem como se estivessem traindo quem se foi, porque devem continuar.
Ora, o amor não diminui ou não fica diferente porque aprendemos a viver sem os que se foram. O espaço conquistado no nosso coração pelos que nos amaram e os que amamos ficará definitivamente marcado. Porém, isso não pode e não deve impedir ninguém de viver.
É preciso aprender a viver com e apesar de. É preciso aprender a viver com a dor, com a falta, com a saudade e apesar do adeus. E é preciso se reconstruir.
Completar o luto é aceitar que a última página de uma história tenha sido definitivamente virada, que aquele livro se encerrou, mas que a vida para quem fica continua.
A vida é uma dádiva do céu, que continua azul e infinito e onde as estrelas continuam a brilhar, mesmo na mais negra escuridão.


Letícia Thompson

(Imagem: Raminas Naumavicius art (Lithuania)




AMIGOS,

FICAREI AUSENTE POR UM TEMPO.
REITERO MEUS AGRADECIMENTOS A TODOS AQUELES QUE AQUI ESTIVERAM, DEIXANDO PALAVRAS DE CONFORTO, APOIO E SOLIDARIEDADE.

ATÉ!




terça-feira, 8 de julho de 2014

LUTO.




                 OBRIGADA, MINHA MÃE, POR TUDO QUE VOCÊ FEZ POR NÓS EM VIDA.
                 SUA MISSÃO FOI CUMPRIDA COM LOUVOR.
                 DESCANSE EM PAZ!




                                                                    SAUDADE ETERNA





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