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domingo, 10 de dezembro de 2017

TUDO SE DESFAZ...


                                                                             (Adelenta arte)

"Não há tristeza que não passe. Pôr do sol que não termine. Dias nublados que não sejam clareados depois.  Chuva que não cesse. Dor que não acabe. 
Não há felicidade que dure eternamente. Segredos que não se revelem. Sorriso que não se transforme. Café que não esfrie. Fumaça que não se desfaça. Aromas que não se espalhem. 
Não há nesse mundo lembrança dolorosa que não seja curada. Palavras que não sejam diluídas no tempo. Ninguém se despede deixando uma vaga eternamente inabitável.
Nem todo silêncio é eterno. O que foi dito, um dia não mais será. Tudo se desfaz, recomeça, se transforma. Tudo se traga, bebe, engole, vomita. Se indaga e passa ou serenamente ou naturalmente ou exasperadamente pela vida. Ninguém e nada é prisioneiro da materialidade infinita. E ninguém vive encarcerado sem um dia, uma tarde, uma horinha, escapar pela vida. E nem que seja por descuido, a gente se desequilibra e depois se harmoniza."

(Ita Portugal)


sábado, 25 de novembro de 2017

A INSATISFAÇÃO CRÔNICA É TÓXICA PARA A ALMA.


                                                                   (Yokota Miharu art)


Você já sentiu alguma vez que não importa o que você fizer, nunca é suficiente? Você acha que poderia ter feito melhor? Você exige muito de si mesmo? Você se compara constantemente? A insatisfação crônica é tóxica e nos conduz ao perfeccionismo e à exigência. Saber como transformá-la em um sentimento positivo vai te ajudar a equilibrar sua vida com mais facilidade.
O sociólogo Zygmunt Bauman fala que nós vivemos em uma sociedade líquida e de consumo, que busca satisfazer as necessidades materiais de forma imediata. Isso faz com que os produtos nos quais gastamos acabem rapidamente, fazendo com que nossas necessidades nunca sejam satisfeitas e queiramos consumir mais para nos sentirmos completos.
Consequentemente, uma parte da responsabilidade pela grande insatisfação geral que vivemos está a nível social. Nós passamos o dia desejando coisas novas e, assim que as conseguimos, já queremos algo novo. Como sociedade de consumo que somos, praticamente toda novidade suscita um desejo.

      “A metade da vida é desejo, a outra metade é insatisfação”.-Carlo Dossi-


A insatisfação crônica não se trata somente de um fenômeno social, mas também de um problema pessoal e individual. Pode ser que você sinta que, normalmente, nada te preenche, você se encontra pressionado por tudo o que está pendente e, uma vez que você alcança seu objetivo, não encontra recompensa alguma.
Além disso, se encontra atingido pela necessidade constante de aprovação por parte dos demais e pela sensação de que tal aprovação nunca é suficiente, sempre há algo pendente que pode ser melhor executado.
Se isso acontece com você, é provável que você também sinta que tudo te ressente e que você estabeleça objetivos impossíveis de alcançar. A comparação e a inveja também são duas características que frequentemente se associam à insatisfação. Quanto mais você se compara, mais insatisfeito está. O paradoxo da inveja é que ela te afasta do seu bem-estar psicológico em vez de te ajudar a alcançar seus desejos.
Se você sente que nada te satisfaz, pode ser que você tenha algum assunto pendente com a sua autoestima. A insegurança é outro ponto que está presente na sensação de insatisfação crônica. Ao duvidar, você pode sentir um grande medo de fracasso e, portanto, isso te impede de tomar decisões e avançar em seus objetivos.
A boa notícia é que a insatisfação tem duas faces. Uma, como acabamos de descrever, pode te ressentir, e a outra pode te ajudar a progredir. A insatisfação ocasional pode ser positiva, pode te fazer melhorar e superar a si mesmo em seu dia a dia. Em pequenas doses, te dá energia e motivação para não se deixar vencer pelos obstáculos da vida. Além disso, te empurra a não se conformar com o que foi estabelecido e a encontrar uma solução para os seus problemas.
A face amarga da insatisfação surge quando você permite que ela se instale em sua rotina e se deixa vencer pela exigência, pela comparação e pelo desejo de perfeccionismo e a ambição. Para fazer com que a insatisfação seja apenas ocasional, é necessário que você não caia na armadilha da comparação. Você é único e irrepetível e tem o mesmo direito que os demais têm de ter seus próprios gostos e seus pensamentos e emoções.
A insatisfação pode dar sinais de que algo precisa ser mudado em você ou ao seu redor, e isso pode ser positivo caso você saiba aproveitar. Ela se torna ruim quando prolonga a queixa e o descontentamento, você acaba tendo uma vida de ambição e acaba se concentrando no passado ou no futuro em vez de focar no momento presente. A vontade de controlar tudo faz com que você não consiga relaxar e te faz esquecer do que é realmente importante: aproveitar as pequenas coisas.
Se você é uma das pessoas que quer que tudo seja perfeito, é provável que sua insatisfação possa ser nociva para você. Por mais que você se planeje, a vida tem seus próprios planos e ninguém pode controlar os acontecimentos nem como as pessoas ao seu redor vão agir.

Como se livrar da insatisfação tóxica?

Aqui estão algumas ideias para você se desfazer da insatisfação tóxica:
  • Não se compare. Você é uma pessoa singular e única: a comparação só te leva a idealizar os demais, em vez de se conectar com a parte real de si mesmo. Aceite-se como você é e agradeça pelo que você tem, assim você poderá se sentir com mais força para trilhar seu próprio caminho.
  • Deixe que suas necessidades sejam reais e não impostas: pense se o que você quer é porque realmente precisa ou se apenas deseja determinada coisa porque “deveria” ter.
  • Não tente provar nada aos demais: a única pessoa a quem você deve provar algo é a si mesmo. Prove a si mesmo que você se valoriza exatamente como você é.
  • Permita-se ao erro: você é imperfeito, assim como o resto da humanidade, portanto, use seus erros para aprender e tirar proveito deles.
  • Deixe que as suas emoções te guiem: procure um equilíbrio entre emoção e pensamento, sem esconder suas emoções. Somente se você der espaço para todas as suas emoções, vai conseguir lidar melhor com a sua insatisfação.
  • Desfrute do presente: sua vida está no presente, no aqui e no agora, viva-a com consciência e plenitude.

A confiança em si e no que está por vir nutre sua alma e seu corpo. Se você propiciar flexibilidade para a sua vida, poderá se livrar mais facilmente do controle e da necessidade de perfeição que arrasta à insatisfação crônica. Assim, você vai aprender a se amar com seus defeitos e suas virtudes para poder soltar sua exigência e ser mais feliz consigo mesmo e com os demais.
(Fonte: A Mente é Maravilhosa)

domingo, 19 de novembro de 2017

COMO FAZER UM MUNDO MELHOR.




A gente vê um monte de tragédias acontecendo por aí; pobreza, massacres, fome, abandono de crianças, doenças sem cura, etc. E pelo menos metade das pessoas pensa em maneiras de ajudar e fazer um mundo melhor. Só falta um passo, o primeiro deles. 

Veja 5 maneiras de mudar o mundo com pequenas atitudes:
Elogie

Esqueça os elogios superficiais e foque-se nos elogios reais. Eles traduzem reconhecimento, fazem as pessoas se sentirem melhor e até te enxergarem com mais positividade. Gostou de um trabalho? Diga. Fale o quanto te alegrou. Transmita por palavras o que sentiu.
Respeite mais
O respeito é um dos sentimentos mais importantes da humanidade, pois ele reivindica direitos. Você pode não gostar da pessoa, não ter empatia por ela, mas nunca pode faltar o respeito. Nem todos são e pensam iguais. Respeite quem é diferente de você.
Seja solidário
Ser solidário significa fazer o bem, e não apenas doações materiais. Isso inclui sorrir para o porteiro, agradecer à telefonista, cumprimentar a caixa do supermercado. Sorriso e educação também fazem o bem. Lembre-se sempre disso.
Seja humilde
Um dos primeiros passos para isso, o que é difícil hoje em dia, é reconhecer os próprios erros. Aprenda a baixar a guarda, peça desculpas e não se mostre superior. Antes de tudo, isso é uma evolução espiritual.
Ame, mas entenda o que o amor significa
Amor de verdade é aquele que traz o bem pra quem ama e pra quem é amado. Comece pelo amor próprio, que tal? Só doa amor quem se ama de verdade.

(vilamulher.uol.com.br)

domingo, 12 de novembro de 2017

EM VEZ DE AGRADAR, APRENDA A ARTE DA FELICIDADE (OSHO).



"Pare de cumprir as expectativas dos outros, porque essa é a maneira de você cometer suicídio. Você não está aqui para satisfazer as expectativas de ninguém e ninguém está aqui para satisfazer suas expectativas. 
Nunca torne-se uma vítima das expectativas dos outros e não faça qualquer um vítima das suas expectativas. Isto é o que eu chamo de individualidade. 
Respeite sua própria individualidade e respeite a individualidade dos outros. 
Nunca interfira na vida de ninguém e não permita que ninguém interfira na sua vida. Só então um dia você vai crescer em espiritualidade. Caso contrário, noventa e nove por cento das pessoas simplesmente cometem suicídio. Toda a sua vida nada mais é que um suicídio lento. 
Cumprindo essa expectativa, aquela expectativa... um dia era o pai, outro dia era a mãe, um dia era a esposa, marido, em seguida vêm as crianças – elas também tem expectativas.  Então a sociedade, o padre, o político. 
Todo mundo tem expectativas. E pobre de você, apenas um pobre ser humano – e o mundo inteiro esperando por você para fazer isso e aquilo. 
E você não pode satisfazer todas as expectativas, porque elas são contraditórias. Você tem tentado loucamente cumprir as expectativas de todos e você não satisfez ninguém. Ninguém está feliz. Você está perdido e ninguém está feliz. As pessoas que não estão felizes com elas mesmas, não podem ser felizes. Tudo o que você fizer, elas vão encontrar maneiras de estar infeliz com você, porque elas não podem ser felizes.

A felicidade é uma arte que tem que ser aprendida. 
Não tem nada a ver com o seu fazer ou não fazer. 
Em vez de agradar, aprenda a arte da felicidade."

Osho.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

PORQUE O MUNDO PRECISA...




"Saia para a vida com intuito de provocar ao menos um sorriso.
Saia com o objetivo de fazer alguém feliz, mesmo que por um momento.
Ofereça ao menos um abraço, uma palavra de fé... 
e mesmo que nada disso seja possível, seja então uma pessoa gentil.
O mundo precisa de pessoas que cultivem sementes de alegria em terras alheias."

(Erick Tozzo).


domingo, 5 de novembro de 2017

A (IN) TOLERÂNCIA.




As flores toleram as abelhas, mesno se estas lhes tiram o néctar,
mesmo, se por vezes, por acidente, uma pétala se machuca.

A natureza tolera os ventos que arrastam folhas e quebram os galhos, 
tolera as torrentes e correntes que não perguntam o que carregam na 
sua passagem.

A própria lua tolera as mudanças e acolhe
serenamente cada fase com dignidade.

Só nós, humanos e racionais, somos assim intolerantes com a vida, com o próximo, com o que nos acontece, com o que deixa de nos acontecer, 
com as diferenças e os diferentes que mal suportamos

Damos de nós e queremos ficar inteiros;
recebemos e queremos continuar os mesmos,
abastados do nosso eu, sem as máculas dos pecados
que nos deixariam iguais a todo mundo.

Queremos amar o que nos é próximo, pois que nos disseram "ama a teu próximo" sendo que esse outro deve ser uma correspondência daquilo 
que somos. O que é diferente nos decepciona e nos faz sofrer.

Por isso cobramos tanto dos outros e permitimos
que essa negra nuvem encha nossa alma de tristeza ao depararmos com
ações e reações diferentes das que esperamos.

Mas não é amar tolerar que o outro seja outro e
aceitar com resignação e alegria até que, mesmo nos possíveis deslizes,
esse encha nossa vida de novos ares e novas flores?

A tolerância é uma incontestável prova de amor
e de humildade; é o eu que se inclina para se reerguer mais rico,
mais pleno, mais aberto, mais solto e mais livre.

Mais livre!!! E por isso mesmo mais feliz!

Ser flexível na vida não é se curvar.
É simplesmente abrir-se como abrem-se nossas janelas para que o sol
entre e ilumine nosso recinto.
É um ceder que nos enobrece, pois nos permite degustar da vida nos 
seus mínimos detalhes.

(Letícia Thompson).



domingo, 29 de outubro de 2017

SETE COISAS QUE APRENDI A DESAPRENDER (by Marcela Picanço)


Algumas ideias são plantadas em nossas cabeças desde que somos pequenos, como se fossem uma sementinha. Assim nasce uma cultura, um pensamento em larga escala, um comportamento padrão. Por isso, é muito difícil desconstruir uma ideia que foi imposta, depois germinou e virou uma árvore com raízes fortes. Chega uma hora na nossa vida que é bom rever os conceitos. É um processo difícil, mas a gente chega lá.
1) Idade
O tempo todo falam sobre idade. Com 30 não dá mais pra fazer isso, com 40 não dá mais pra fazer aquilo, com 20 você é um idiota que não sabe nada da vida, com 25 você é um perdido. Com 18, nem te consideram nada, apesar de você se achar adulto o suficiente. Idade é o que menos importa. Aprendi a não perguntar a idade de ninguém. Não me importa quantos anos as pessoas viveram e sim as experiências que tiveram.
2) Trabalhar com o que se gosta é a fórmula da felicidade
Sim! Claro, essa dica é uma das principais para levar uma vida repleta de felicidade, mas nem de longe ela é a solução dos problemas. Trabalho dá trabalho. Tem dia que você vai querer ficar dormindo até mais tarde, outros dias você vai desejar morar pra sempre numa ilha distante. Trabalhar com o que eu realmente gosto é uma grande motivação para mim, mas aprendi a respeitar meu tempo. Ou pelo menos estou tentando.
3) Felicidade só é boa quando é compartilhada
O fato é que essa tal da felicidade me irrita. Não existe isso de ser feliz o tempo todo. Você não precisa dividir sua felicidade com uma única pessoa que vai entender todos os seus desejos e anseios. A felicidade deve ser compartilhada em momentos de felicidade. E, no final das contas, ela está em todos os detalhes: quando você aprende uma coisa nova, quando compartilham uma experiência que você consegue acessar a memória da outra pessoa e, de repente, parece que você esteve lá também. Quando você ri muito de alguma coisa por muito tempo, por mais que já tenha perdido a graça, você continua rindo porque a outra pessoa também tá rindo. Quando você ajuda alguém e ela agradece. Quando você cruza com alguém que não vê há muito tempo. A felicidade deve ser compartilhada, mas com várias pessoas, várias vezes ao dia. E, claro, deve ser compartilhada com você também. Quando você fica ouvindo a mesma música no repeat, lendo um livro que te tira do ambiente em que você está. Ou, quando você pensa deitado na cama, com os pés pra cima, apoiados na parede. Dá pra ser feliz várias vezes ao dia. Não precisa estar apaixonado. Por isso, o mais legal é se apaixonar várias vezes ao longo da vida. Talvez seja pela mesma pessoa, talvez seja por várias, talvez por você mesmo. O importante é lembrar que você é sempre vários e ser companhia para si mesmo deveria ser uma felicidade compartilhada também.
4) Felicidade plena
Não sei quem colocou na nossa cabeça essa ideia de que vamos alcançar a tal felicidade. Sei que é clichê essa coisa de “sua vida passa enquanto você procura a felicidade”, mas é verdade. Porque a felicidade que você tanto almeja nunca vai chegar. Ela já está aqui, escondida em algum lugar que você não consegue ver. Ela está nos mínimos detalhes. Se você parar pra observar, tudo é mágico, tudo se conecta. Tudo é útil, porque tudo é um presente. Você usa isso da forma que quiser. Eu tive um professor que falava que pra saber se você tem uma vida feliz, basta observar como você se sente nos domingos. Se estiver muito bem, mesmo sabendo que no outro dia é segunda-feira, você é uma pessoa feliz. Criei uma teoria em cima disso: domingo é o dia que você mais precisa focar no presente, senão ele escapa rápido. Se você aprendeu a lidar com os domingos, você aprendeu a viver o momento presente. Bingo. Muita doses de felicidade no seu dia a dia, sem essa lenga lenga de feliz pra sempre.
5) Par perfeito
Não tem como encontrar o par perfeito em outra pessoa. Eu sou a única pessoa que convive comigo 24 horas por dia, então eu tenho que ser meu par perfeito pra me aturar por tanto tempo. Odeio frases no imperativo, mas SEJA O PAR PERFEITO PARA SI MESMO. Todo mundo vai parecer menos problemático e, de repente, você vai perceber que é mais compatível com os outros do que imaginava. Sabe aquela história de que o que te irrita no outro, na verdade, são defeitos seus que você não conseguiu trabalhar? Então, resolva-se primeiro, depois queira que alguém seja perfeito pra você.
6) Namorar é ter alguém pra você
Em primeiro lugar, ninguém é de ninguém. Todo mundo traz uma história de vida antes dos novos relacionamentos. Tem seus amigos, seus sonhos, sua rotina. Não é por que você encontrou alguém que agora deve isso tudo a ela. Ninguém tem o direito de invadir o espaço do outro, sistematizar o que o outro vai fazer, ficar chateado quando o outro não quer te acompanhar no seu programa de índio. Namorar é dividir.
7) Seus pais sabem o que é melhor pra você.

Nunca sabem. Eles, como qualquer outro ser humano, sabem só o que é melhor pra eles.
(Marcela Picanço, atriz, roteirista, redatora e autora do Blog De Repente dá Certo).

domingo, 22 de outubro de 2017

IMPRESSIONE-ME!




Mostre-me a sua disposição em servir.
Conte histórias para quem perdeu a própria,
visite quem não espera mais ninguém,
segure na mão de quem está com medo,
fale de amor para quem foi esquecido.

Impressione-me!
Faça valer um direito de todos,
pense no coletivo, não seja mesquinho.
Jogue o lixo no lixo, ande mais a pé,
cuide do parque, plante uma árvore,
leve esperança, desperte a fé.
Não deixe rastros de imundice na praia,
nem da intolerância no trânsito,
porque o mal, facilmente se espalha.
Seja civilizado em todo e qualquer lugar.

Impressione-me!
Guarde a língua na boca, emudeça!
Se é para falar dos outros, que sejam elogios.
Se é para falar de você, seja humilde,
Se é para falar de amor, que seja um gesto amoroso.
Se é para ler o Evangelho, é bom praticá-lo.
Menos sermão, mais ação!

Impressione-me!
Guarda a reclamação vazia, lute mais um pouco.
Descanse na hora certa, leia um bom livro.
Fale mais com seus filhos, amigos ou irmãos.
Não se isole, não se ausente, não invente.
O mundo é cercado de energias que nem sempre vemos,
mas sentimos em nós mesmos.

Por isso, agarre-se ao amor sem limites.
Como quem se agarra a um pedaço de madeira em alto-mar.
Ainda que seja pequeno, ele te sustentará,
você vai sobreviver, não se afogará.
Porque o amor tudo pode, tudo permite, tudo transforma.

Por isso, impressione-me de verdade.
Mesmo com dor e pesar,
nunca deixe de amar.

(Paulo Roberto Gaefke)


domingo, 15 de outubro de 2017

A GENTE VAI FICANDO...


Há fases da vida em que, sem perceber, a gente simplesmente sobrevive.
Alguma coisa não está boa o bastante, razoável o suficiente, transparente decentemente, mas a voz cala aquilo que o coração grita.
A gente vai ficando...
Fica por medo, por cansaço, por acomodação, por culpa, por preguiça, por crença e, principalmente, por delegar tudo ao tempo.
Acontece que, num determinado momento, somos pegos com a sensação de que o tempo não melhora, não vigora, não reconstitui nada. O tempo, inclusive, deteriora.
Pessoas não mudam de postura, de caráter e de valores com o tempo.
Situações não se modificam com o tempo.
O nocivo não deixa de ser veneno com o tempo.
O tempo revela, se impõe, desnuda.
O tempo descredita, desobriga, desama, desdobra e desamarra.
O tempo é aliado somente para bons alunos.
Ele não é capaz de corrigir a rota, mudar a tripulação e o roteiro da viagem.
O tempo se incumbe de apresentar os mapas, os diagnósticos, os roteiros de onde já se visitou, mas ele não fala, não cala, não interfere para quem não se permite um novo olhar, novo patamar, novo exemplar de si mesmo.
A única pessoa que o tempo é capaz de melhorar é você mesmo.
Não delegue.
Não entregue.
Não permita.
PERMITA-SE olhar para o tempo!
O tempo mandou avisar que há tempo para tempo de se aprimorar.



(Cláudia Dornelles)


sábado, 7 de outubro de 2017

RELAÇÕES AFETIVAS.


As relações afetivas estão passando por profundas transformações e 
revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos
modernos, na qual exista individualidade,  respeito,  alegria e prazer
de estar junto e não mais uma relação de dependência,  em que  um
responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A  ideia  de  uma pessoa ser o remédio para a nossa felicidade,   que
nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer. 
O  amor  romântico  parte da premissa de que somos uma  fração  e
precisamos  encontrar  nossa  outra   metade   para   nos   sentirmos
completos.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu  gosto  e  desejo a companhia, mas não preciso,  o que  é   muito
diferente.
Com  o  avanço  tecnológico,  que  exige mais tempo individual,  as
pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas,  e aprendendo  a
conviver melhor consigo mesmas.
Elas  estão  começando a perceber que se sentem fração,  mas  são
inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente
uma fração. É um companheiro de viagem.
Estamos entrando na era da individualidade,  o que nada tem a ver
com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria;  ele se alimenta da energia  que 
vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso.
As boas relações afetivas são muito parecidas com o ficar sozinho,
ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas  do
século passado.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito
só podem ser encontradas dentro dele mesmo,  e  não  a  partir  do
outro.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação há o aconchego, o prazer da companhia e  o
respeito pelo ser amado.

                                                                                                 (Flávio Gikovate).


domingo, 24 de setembro de 2017

OS BURACOS DE NOSSOS CAMINHOS.


                                                      (Andrei Belichenko e Maria Boohtiyarova)


Se pensarmos na vida como um longo caminho, podemos fazer analogias interessantes. A começar pelos tão comentados obstáculos que temos de aprender a ultrapassar ao longo dos anos. Uns maiores, outros menores,  cada qual traz consigo seu nível de dificuldade, suas consequentes dores e seus preciosos aprendizados.

Mas hoje quero falar, sobretudo, dos buracos. Alguns rasos, outros nem tanto. 
E existem também aqueles que, de tão profundos, quando caímos neles costumamos usar a expressão "cheguei ao fundo do poço!".

É claro que ninguém gosta de cair em buracos. Por menores e mais rasos que sejam, no mínimo nos desestruturam e nos fazem perder o "rebolado". 

Os buracos vão existir pra sempre. A diferença entre quem está consciente de si e de seu caminho e quem não está, é que o primeiro vai saber evitar o tombo, desviando a tempo do buraco, ou, pelo menos, levantar, sair dele e seguir em frente mais rapidamente e, tomara, menos machucado.

Podemos perceber, com a repetição de nossas quedas, que muitos dos buracos de nossos caminhos são incrivelmente parecidos, justamente porque a função deles é nos ensinar a mais difícil de todas as lições. Portanto, se sua lição mais difícil é aprender a ser menos teimoso, ou menos ansioso, ou menos inseguro, ou menos desconfiado, note bem: toda vez que você se distrai ou acelera o passo mais do que deveria, cai num buraco em que parece já ter caído inúmeras vezes antes. Não é o mesmo! É outro! É novo! Ele se repete à frente para que você acorde e, a cada queda, consiga levantar com mais habilidade e seguir em frente não reclamando e se lamentando por ter caído mais uma vez; não se criticando e se culpando por ter sido estúpido novamente. Não! Não  há nenhuma estupidez na repetição do aprendizado, mas sim vivência, privilégio e sabedoria.

Assim, se você está agora no chão, se acabou de cair num buraco do seu caminho, não se sinta uma vítima e sim um escolhido pelo Universo para se tornar mais forte e mais preparado.
Erga-se, mesmo doendo.
Saia do buraco, mesmo chorando.
E dê um passo à frente, e depois outro e outro, com a certeza de que pode ir bem mais longe...
Outros buracos virão. Novas cicatrizes ficarão cravadas em sua alma. E tudo isso será a prova de que você não veio como espectador e nem como coadjuvante de sua história. Você veio como protagonista e vai chegar até o fim com a dignidade de quem não apenas cumpriu o seu destino, mas o esculpiu com coragem, fé e atitude.


(Rosana Braga).



domingo, 17 de setembro de 2017

SE DÊ UMA CHANCE..



Quando a tristeza toma conta, quando chega sem aviso e nos tira da frente dos olhos o que de belo temos para ver e nos rouba os sentimentos e os sorrisos...
Neste momento é chegada a hora de sentar um pouco...
Sentar em um dos tantos espaços da vida, quietinho, e muito lentamente trilhar o caminho ao início da mágoa, à fonte da tristeza.
E chegando nela, observar muito atentamente, sentir com toda intensidade, conhecer realmente e encarar de frente a razão desta mágoa.
E a partir deste momento projetar a saída para a VIDA,  para a PAZ novamente.
Você terá sempre caminhos a escolher.
Você pode escolher permanecer neste espaço de infelicidade, sentir sua vida se esgotando e carregar com você pessoas que ama, que te amam, e precisam de sua ajuda AINDA e SEMPRE. E passará o que resta de sua vida com uma lágrima nos olhos e uma grande e pesada porta vedando seu coração.
Mas você pode perceber que existe um caminho mais difícil de iniciar, mas muito mais fácil de percorrer... Você pode tentar se erguer e dar o primeiro passo para a PAZ. Porque sua tristeza pode ser imensa, mas com certeza você tem por perto uma, talvez até pequena, fonte de felicidade.
Se dê uma chance e se entregue a esta pequena alegria, deixe que um amigo se aproxime de você, receba o beijo carinhoso de alguém que precisa te amar e aceite caminhar de mãos dadas, ainda que por pouco tempo.
E se além de imensa, tua tristeza é irreparável, sem chance alguma de sair de uma vez de tua vida, mesmo assim, não desista. Guarde em teu coração o sentimento que esta tristeza cria em você. Não fuja disto. ENFRENTE ISSO!!
Você vai então perceber que teu coração é imenso... 
Como é grande este nosso coração!...
Porque mesmo com aquela tão nossa conhecida tristeza, ocupando nele seu espaço, ainda assim existe outro espaço infinito, e quantos e quantos momentos de felicidade podem ainda ser aninhados dentro dele. E apesar de serem "momentos" de felicidade, de não serem eternos, a lembrança desta felicidade permanecerá eternamente contigo. Valorize cada uma destas lembranças.
Logo nos teus primeiros passos, em direção a um amigo, você com certeza vai receber um sorriso. GUARDE CONTIGO!!!
Você, quem sabe, receberá um olhar afetuoso, um afago no rosto, um cheiro de flor, um carinho de criança... Guarde tudo isto em teu coração!
Cada pedacinho de felicidade te dá força e coragem para mais um passo.

Porque a VIDA é assim...
ou você se deixa escorregar fácil e displicentemente pelas tristezas,
ou você constrói a cada dia e a cada minuto,
SEU espaço quente e aconchegante de
FELICIDADE!!!

(Desconheço a autoria).



domingo, 10 de setembro de 2017

APEGO



Curioso, no mundo, é que quase todas as pessoas costumam manter seus guardados. São trastes emperrados, que o apego não permite deles se desfaça. São vestes e utensílios que lembram essa ou aquela ocasião, detendo valores afetivos, conforme se diz nos caminhos terrestres.

Quinquilharias apresentam-se atulhando gavetas várias, assemelhando-se a museus pessoais, detidos nos lares ou em instituições específicas.

Vislumbram-se jóias caras, que não são usadas, em virtude do medo, nem têm outra finalidade senão agrilhoar as almas, já de per si tão presas ao amontoado de coisa verdadeiramente sem legítimos valores. São nossos guardados, afiançamos.

Quem nos dera fosse mais fácil guardar virtudes e glórias das conquistas espirituais, em aplicação constante, que, sob nenhuma hipótese, estariam paralisadas.

Quem nos dera fossem nossos guardados utilizados a benefício dos carentes, dos sofredores, adquirindo expressão nobre!

Comentamos, vastas vezes, acerca dos ensinamentos de nosso Jesus, com relação a não fazermos tesouros perecíveis, aqueles que não ficarão em nosso poder ou que são corroídos, consumidos, furtados; entretanto, continuamos a manter guardados inúteis, ao mesmo tempo que alegamos não dispor de recursos de servir a quem suplica amparo.

Ponha-se a criatura a armazenar alegria, para distribuí-las com os tristes; coloque-se o homem a amealhar sorrisos, espalhando bondade pelos caminhos; ajuste-se cada um ao labor de guardar ternura, ofertando-a aos irmãos ao redor, nessa quadra tão crua do sentimento humano, e, sem dúvida, os seus serão os melhores guardados nas reservas felizes em sua vida, pela possibilidade de dirigi-los a outros, promovendo júbilos e alevantando vidas.

Guardados que estamos no Amor Divino, guardemos na fé e no trabalho de cada hora o melhor dos nossos empenhos, de modo que, em nome do amor ao próximo, nos libertemos e nos iluminemos, fazendo amigos com os recursos que temos no mundo, como prelecionou Jesus.


(Thereza de Brito)



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